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Voltei e para ficar

By Minerva, em 13.10.16

Quando escrevi o primeiro post deste blog sabia que iria ser muito difícil alimenta-lo, não que me faltem ideias, temas ou disposição, mas falta-me o tempo e nem toda a dedicação do mundo faz com que os textos se escrevam sozinhos.

Agora que a época mais crítica já passou, que o Verão já terminou e o Outono convida a serões calmos, terei mais tempo para me dedicar a este cantinho.

A verdade é que tenho a grande vantagem de tirar férias prolongadas quando pretendo, sorte a minha que não preciso de contar tostões e me posso dar ao luxo de algumas regalias consideradas supérfluas para muitos. Claro que não é só retirar da conta e depois chorar, é preciso trabalhar bastante primeiro para usufruir depois, também aqui sou uma sortuda. Trabalho muito, mas usufruo ainda mais.

Nas férias fui acompanhando alguns blogs, mas não senti vontade de escrever, talvez porque nas férias não tenha vaidades para queimar, está sempre tudo bem quando se está de férias e até a paciência aumenta.

Verdade também, que a blogosfera não precisou de mim nestes últimos meses, no Verão as alminhas loucas desaparecem e deram lugar a fabulosas publicações de Verão. Como não sinto inveja porque nesse campo das viagens estou à vontade, também não senti grande inspiração para voltar. Preferi aproveitar o sol, o mar e os cocktails tardios.

No entanto sinto que as férias não fizeram bem as muitas alminhas, e tenho umas quantas publicações para dissecar, intuições à parte, há maçãs a pulularem por esta blogosfera de forma bastante singular e nada singela.

Eu sou uma pessoa afortunada, no verdadeiro sentido, como já devem ter percebido sou proveniente de uma família com posses, poderia dar-me ao luxo de não trabalhar, mas como acredito que a falta de trabalho cria minhocas e parvoíces no cérebro, preferi escolher uma profissão que me engrandecesse e que me proporcionasse realização pessoal, o ócio nunca fez nada de bom por ninguém.

Os meus pais sempre me ensinaram que o dinheiro não compra as coisas mais importantes e que uma vida baseada em futilidades e bens materiais é uma vida vazia e desprovida de sentido. Aprendi desde criança que ter dinheiro é simultaneamente uma bênção e uma responsabilidade, se me permitiu ter uma vida maravilhosa em tantos aspetos também me obrigaria a ser responsável por usa-lo sabiamente e com descrição, pois não há nada mais mesquinho do que julgar-nos pelo saldo da conta bancária.

A ostentação e a humilhação andam quase sempre de mãos dadas e infligir humilhação a alguém gratuitamente é um ato cruel e vil, especialmente quando é baseada em algo tão efémero e desprovido de valor como o dinheiro.

A superioridade nunca poderá vir do dinheiro, porque esse hoje é meu amanhã é do vizinho.

Fiquei por isso surpreendida em ler alguns textos nesta vizinhança, é que até eu, que me posso gabar e dar ao luxo de diversas futilidades não me posso considerar... Catita! E isso, confesso, chocou-me e eu raramente me choco.

A primeira fogueira segue dentro de momentos.

atiçado às 15:37


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