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2016, o ano que decidi ter um blog

By Minerva, em 27.12.16

2016 está quase a terminar e o meu novo projeto, este blog, está ainda longe de se concretizar, em Julho decidi criar este blog porque quis passar de expetadora a interveniente, mas se ler os blogs que sigo é tarefa difícil, manter um blog é ainda mais.

Admiro quem consegue publicar regularmente, não só pela inspiração, mas pela capacidade de encontrarem tempo nas suas agendas para publicar, pode parecer simples, mas mesmo que seja um desabafo de três linhas, é preciso abrir o editor, escrever e publicar e no meio de tantos compromissos diários, os cinco minutos que demoraria a publicar, fazem-me falta para outras situações.

Aproveitarei esta semana para escrever mais um pouco e partilhar com quem quer que esteja desse lado os meus pensamentos.

Espero que tenham tido um excelente Natal e que estejam preparados para abraçar 2017 com garra e vontade de vencer quaisquer que sejam os objetivos e/ou resoluções que se proponham.

Acima de tudo lembrem-se que a felicidade é conquistada um passo de cada vez, tudo o que é realmente bom e nos é caro não custa dinheiro, mas esforço e dedicação, por isso dediquem-se a ser felizes.

atiçado às 16:43

Não sou uma blogger catita

By Minerva, em 13.10.16

A Mafalda das maçãs, perdão a Maçã da Mafalda perguntou e eu como sou uma pessoa bem-educada, revolvi responder.

 

Publiquei há dias uma foto no meu Instagram que já conta 102 gostos e muitos comentários engraçados, a foto reflete a minha alma de blogger, como é compreensível não irei publicar aqui a foto por questões de privacidade, porque eu no meu Instagram pessoal gosto de mostrar aquilo que sou sem filtros. Sem filtros leia-se sem rodeios, pois é óbvio que uso os filtros do Instagram, como poderia mostrar de outra forma a auréola azulada-dourada que tenho à volta da minha linda cabecinha?

E que tipo de blogger sou eu? Pois que não sei, só sei que não sou uma blogger catita e que não tenho qualquer futuro em ser a próxima Pipoca Mais Doce, mesmo que nunca tenha tido pretensões a tal, mas isso agora não interessa nada.

E porque é que não sou uma blogger catita?

Antes de mais vamos definir a palavra catita:
Elegante; que se veste muito bem; que se destaca pelo modo gracioso de agir. Atraente.

Agora que já leram o que significa no dicionário esqueçam o que leram, pois ser uma blogger catita é ter um escritório de princesa, mesmo que não gostem nada dessas decorações pindéricas, e o que é ter um escritório de princesa? É ter numa secretária tudo o que o uma blogger sonha ter:

Um MacBook, um iPad, um iPhone, uma máquina fotográfica Instax Mini 8 e uma agenda do Mr. Wonderful e claro um blog… (dá sempre jeito ter um blog para ser blogger) e não esquecer muita paciência, imaginação e criatividade para a escrita.

Assim por esta ordem, o que interessa é ter estes objetos todos e depois é preciso muita paciência para que a imaginação chegue e traga com ela a criatividade para escrever, os textos não caem do céu e ser blogger não é fácil.

Diz também que é preciso fazer um esforço para sonhar, mais um ponto que não cumpro, porque eu não me esforço nada para sonhar, eu até luto contra alguns sonhos por saber que são impossíveis, não é possível, ainda (lá estou eu a sonhar), estar em dois locais ao mesmo tempo e isso arruína a maioria dos meus sonhos, mas deixemos isso para outra altura.

É preciso lutar muito para transformar os nossos sonhos em objetos que usamos com muito carinho e claro escrever muito e, acima de tudo, quase que me esquecia, é preciso ser feliz.

Mas deixemo-nos de lamechices, eu tenho muitos objetos de sonho em casa, fruto do meu trabalho do dia-a-dia e outros fruto do amor que as pessoas mais próximas nutrem comigo, por exemplo, o meu gato tem uma coleira de princesa fruto do amor que eu o meu namorado nutrimos em conjunto por ele. Já eu tenho imensas peças de roupa fruto do amor que nutro comigo própria. É tão bom nutrir amor connosco próprios.

Eu sempre soube que há bloggers que estão num nível acima do meu, mas pensava que estava ali no patamar do meio, afinal estava enganada, é que estou mesmo no nível inferior, no rés-do-chão, só não estou na cave porque por algum demónio achei que precisava de uma agenda do Mr. Wonderful.

Eu sei que podia ter mais, muito mais, é por isso que me esforço por acordar todos os dias e ir trabalhar, porque por mim dormia até tarde todos os dias, mas continuo a fazer um esforço para alcançar mais uma meta dia após dia, hoje, por exemplo, fiz um esforço enorme para escrever este texto, com menos 6 tubos de sangue e falta de horas de sono fazem com o que meu cérebro não oxigene muito bem e é difícil ter estas ideias fantásticas, especialmente depois de tanto tempo afastada da blogosfera.

Convencida? Vá um pouco… mas é sempre bom gabar-nos de tudo o que conquistamos dia após dia. E não é só colecionar maçãs … também é preciso muita criatividade e ser aquilo que somos.

Afinal todos nós sonhamos ser as melhores bloggers do bairro, mesmo os bloggers masculinos e mesmo aqueles que estão alojados noutras plataformas.

Não vale mentir, mesmo que cruzem os dedos!

Mas vá! (não vá nada continue a ler).

Pergunto aos bloggers que por aqui passam, na vossa imparcial opinião, o que é preciso para ser uma blogger catita?

Eu já sei que não sou e vocês? Serão?

Não vale a pena dizerem que se vestem bem, que são graciosas e atraentes e muito menos jurarem que escrevem bem, que acertam nas conjugações dos verbos e dos pronomes.

Ou copram maçãs ou nunca serão bloggers catitas.

atiçado às 15:49

Voltei e para ficar

By Minerva, em 13.10.16

Quando escrevi o primeiro post deste blog sabia que iria ser muito difícil alimenta-lo, não que me faltem ideias, temas ou disposição, mas falta-me o tempo e nem toda a dedicação do mundo faz com que os textos se escrevam sozinhos.

Agora que a época mais crítica já passou, que o Verão já terminou e o Outono convida a serões calmos, terei mais tempo para me dedicar a este cantinho.

A verdade é que tenho a grande vantagem de tirar férias prolongadas quando pretendo, sorte a minha que não preciso de contar tostões e me posso dar ao luxo de algumas regalias consideradas supérfluas para muitos. Claro que não é só retirar da conta e depois chorar, é preciso trabalhar bastante primeiro para usufruir depois, também aqui sou uma sortuda. Trabalho muito, mas usufruo ainda mais.

Nas férias fui acompanhando alguns blogs, mas não senti vontade de escrever, talvez porque nas férias não tenha vaidades para queimar, está sempre tudo bem quando se está de férias e até a paciência aumenta.

Verdade também, que a blogosfera não precisou de mim nestes últimos meses, no Verão as alminhas loucas desaparecem e deram lugar a fabulosas publicações de Verão. Como não sinto inveja porque nesse campo das viagens estou à vontade, também não senti grande inspiração para voltar. Preferi aproveitar o sol, o mar e os cocktails tardios.

No entanto sinto que as férias não fizeram bem as muitas alminhas, e tenho umas quantas publicações para dissecar, intuições à parte, há maçãs a pulularem por esta blogosfera de forma bastante singular e nada singela.

Eu sou uma pessoa afortunada, no verdadeiro sentido, como já devem ter percebido sou proveniente de uma família com posses, poderia dar-me ao luxo de não trabalhar, mas como acredito que a falta de trabalho cria minhocas e parvoíces no cérebro, preferi escolher uma profissão que me engrandecesse e que me proporcionasse realização pessoal, o ócio nunca fez nada de bom por ninguém.

Os meus pais sempre me ensinaram que o dinheiro não compra as coisas mais importantes e que uma vida baseada em futilidades e bens materiais é uma vida vazia e desprovida de sentido. Aprendi desde criança que ter dinheiro é simultaneamente uma bênção e uma responsabilidade, se me permitiu ter uma vida maravilhosa em tantos aspetos também me obrigaria a ser responsável por usa-lo sabiamente e com descrição, pois não há nada mais mesquinho do que julgar-nos pelo saldo da conta bancária.

A ostentação e a humilhação andam quase sempre de mãos dadas e infligir humilhação a alguém gratuitamente é um ato cruel e vil, especialmente quando é baseada em algo tão efémero e desprovido de valor como o dinheiro.

A superioridade nunca poderá vir do dinheiro, porque esse hoje é meu amanhã é do vizinho.

Fiquei por isso surpreendida em ler alguns textos nesta vizinhança, é que até eu, que me posso gabar e dar ao luxo de diversas futilidades não me posso considerar... Catita! E isso, confesso, chocou-me e eu raramente me choco.

A primeira fogueira segue dentro de momentos.

atiçado às 15:37


Minerva

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