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Dilemas amorosos

By Minerva, em 16.02.17

Desde tenra idade que tenho um dom, detetar paixões, por mais secretas que sejam, se me cruzo simultaneamente com a pessoa apaixonada e com a pessoa objeto da sua paixão, não há nada a fazer, uma espécie de alarme soa e fico a saber que existe ali um sentimento.

Na adolescência este dom foi-me muito útil para detetar pretendentes, evitar desilusões e ajudar todas as minhas amigas e alguns amigos, este dom rapidamente evoluiu para cupido e frequentemente o usei para juntar os casais mais tímidos ou distraídos.

O grande problema deu-se com a vida adulta quando as relações se complicam e é um desses casos complicados que me tem deixado apreensiva.

Um verdadeiro quádruplo amoroso, que os intervenientes não fazem ideia que esteja a acontecer.

Irei usar nomes fictícios para descrever a situação.

 

A Maria, amiga do coração está apaixonada pelo Ricardo, bom rapaz, de boas famílias, uma aposta segura para qualquer mulher que procure um marido

O Ricardo está apaixonadíssimo pela Inês, uma doidivanas, a minha amiga mais desprendida que não consegue manter-se em nenhuma relação por mais de 1 mês.

A Inês tem sentimentos pelo Ricardo desde sempre, mas o seu espírito aventureiro não a deixa admitir que o que deseja verdadeiramente é assentar com o Ricardo que é tudo o que sempre desejou.

O Tiago um daqueles rapazes lindos de morrer, simpático e inteligente mas que tem o defeito de ser demasiado namoradeiro está apaixonado pela Inês. A única mulher suficientemente desafiante para o levar à paixão.

E leva pois os dois vivem uma relação colorida há anos, ele para ela é o companheiro de farras, ela é para ele a mulher da vida dele, mas ele nunca o admitiu em voz alta.

 

E qual o dilema?

O Ricardo cansado de perseguir a Inês pediu a Maria em namoro, ela que sempre ansiou que ele parasse dois segundos para olhar para ela aceitou na hora, sem hesitar.

A Inês quando soube do noivado do Ricardo decidiu pedir o Tiago em namoro, percebeu que não pode ter o Ricardo e a pressão dos pais fizeram-na avançar.

O Tiago nem queria acreditar que finalmente ela percebeu que foram feitos um para outro.

A única pessoa que sabe de todos estes detalhes sou eu, uns confessados, outros por intuição.

 

E agora o que faço?

Deixo que a Maria e o Tiago vivam o amor que tanto desejaram, a verdade é que o Ricardo parece talhado para a Maria e a Inês para o Tiago.

Ou digo a Inês e a Ricardo que estão a cometer um erro? Porque afinal gostam um do outro.

 

Tudo seria mais fácil se as relações não estivessem a evoluir à velocidade da luz, mas uns já estão noivos e os outros dois preparam-se para noivar.

Com a agravante que se Ricardo algum dia apresentar Inês como namorada os seus pais provavelmente o deserdariam.

Este dilema poderia ser a base para um lindo romance, mas não é ficção, é real e eu sou a única pessoa que sabe a verdade e que irá estar com quatro sob o mesmo teto daqui no fim-de-semana durante quatro dias inteiros em Itália num cenário edílico e propício ao romance.

Pensei em contar a alguns amigos que estarão connosco para me ajudarem a trocar os pares durante o baile de máscaras, já que ninguém saberá quem é quem.

Já elaborei o plano, mas estou indecisa em leva-lo adiante porque a Maria se descobrir nunca me perdoará e ela é demasiado importante na minha vida.

atiçado às 12:49

Birras demasiado sérias

By Minerva, em 15.02.17

Como referi no último post admiro quem tem tempo para se dedicar a um blog, é um projeto interessante, enriquecedor de tantas e diversas formas, pela partilha, pelos conhecimentos travados com pessoas que de outra forma nunca nos cruzaríamos.

O objetivo deste blog sempre foi exorcizar demónios, queimar pensamentos que me assolam, desopilar, uma fuga para os dias em que a tela do ecrã me pesa demasiado e em que me sinto compelida a mudar a paisagem e o contexto, dessa necessidade nasceu o blog.

Sou uma pessoa deveras ocupada, com uma vida profissional exigente e uma vida social preenchida, falta-me tempo para fazer tudo o que gosto e por mais que goste de ter um blog não tenho tempo para cuidar dele e não tive outra solução do que me resignar a escrever esporadicamente.

Entretanto pedi à minha assistente, a única pessoa que sabe que tenho um blog, para ir controlando o e-mail do blog e as suas reações, não que estivesse à espera de ser contatada, mas não quis deixar o projeto totalmente ao abandono.

 

Para meu espanto esta segunda recebo um e-mail com a informação do blog, alguém haveria realizado um link para o blog, à primeira vista não estava a identificar o assunto, mas a minha memória logo associou o nome Filipa ao nome Mafalda.

Não abri, já sabia que dali não surgiria nada de bom e o melhor seria ignorar, tenho pouca paciência para pessoas que não têm sentido de humor, quando à falta de poder de encaixe se juntam a falta de sentido crítico e de resignação e uma visão toldada pela construção de uma realidade muito própria e alternativa a única coisa que se pode fazer é ignorar.

Não há muito a dizer a alguém que vive centrado em si mesmo, que não aceita nenhuma opinião além da sua e que vive em constante incoerência, deve ser insuportável viver sempre no limbo entre o que se escreve e o que realmente se faz.

Estava decida a ignorar até hoje quando a minha assistente que é também uma amiga próxima me questionou sobre o assunto, quando lhe disse que nem sequer tinha aberto o link a resposta dela surpreendeu-me, disse-me que claramente não haveria lido, pois se tivesse lido com certeza haveria um novo post no blog e não havia nenhum.

Com esta observação senti-me obrigada a abrir e ler o que a Filipa tinha de tão importante para me dizer para me mencionar pela terceira vez, por mais que me custe estar a dar-lhe tempo de antena o que li no seu blog é demasiado grave para que me remeta ao silêncio.

 

Filipa,

Antes de mais deixe-me dizer-lhe que tenho todo o respeito por pessoas que sofrem de síndromes de transtorno de personalidade, segundo li no seu blog foi-lhe diagnosticada Síndrome de Borderline, também chamada de transtorno de personalidade limítrofe, esta síndrome é caracterizada por mudanças súbitas de humor, medo de abandono pelos amigos e comportamentos impulsivos.

Em outras ocasiões menciona que é bipolar, fica-se sem saber se também lhe foi diagnóstico o transtorno bipolar, as duas condições são por vezes confundidas e difíceis de diferenciar, mas se é seguida corretamente deverá saber se tem transtorno de personalidade limítrofe ou um transtorno bipolar, ou ambas.

Muitas pessoas afirmam-se como bipolares sem conhecerem o real significado deste transtorno, enquanto a síndrome de Borderline é um transtorno de personalidade, a bipolaridade é um distúrbio mental, bem mais grave e com maiores consequências na vida do doente, se é doente mental talvez deva procurar ter outro tipo de acompanhamento.

Apesar do seu discurso incoerente e do claro egocentrismo, não me parece que sofra de bipolaridade, mas não sou especialista.

 

Em todo o caso, a Filipa claramente tem um problema de compreensão, tem uma forma muito própria de ver o mundo em geral e em particular a blogosfera e isso faz com que percecione as coisas de forma singular. Mais do que um problema com este blog, está patente um problema com uma blogger bem conhecida e querida por todos dentro da comunidade do Sapo Blogs e não só.

A Filipa já teve diversos blogs que abre e encerra conforme a sua vontade, demonstrando falta de persistência, constância e objetivo, admite que a falta de interação nos seus blogs a entristece.

 

Está visivelmente a canalizar a sua frustração de não conseguir atingir os seus objetivos com o blog para o sucesso do blog Chic’ana, isso só faz com que se sinta pior, martirizar-se com o sucesso dos outros, critica-lo e tentar ridiculariza-lo só a diminui a si.

Está a expor-se sem qualquer necessidade, insistir num não assunto não é o caminho, questionar se o que determinada autora escreve é ou não digno de leitura não é produtivo, porque em última instância quem decide o que quer ler é o leitor.

 

Esta perseguição que faz não é mais do que uma perseguição a si própria, remexendo na ferida sem nunca a deixar curar, não pode justificar o facto de não conseguir os leitores, os comentários e o apoio que desejaria criticando o sucesso dos outros, é contraproducente, porque só está no fundo a afastar as pessoas que leem e a comentam e a julgar pelo que escreve e pelo que conheço do blog em questão são muitas.

Se tem consciência do transtorno que tem, deve ter consciência também que isso condiciona a forma como interage com as pessoas e como vê o mundo, por isso antes de julgar todas as pessoas como estando erradas, pergunte-se a si mesma se não será a Filipa a estar errada.

Acusam-na de mimada, porque o que a Filipa está a fazer é uma birra, embirrou com uma pessoa que não tem nada a ver consigo e com a sua situação e não consegue seguir em frente, um comportamento típico de pessoas mimadas que não conseguem aceitar que o mundo não é sempre como elas querem e desejam.

 

Deixe-se de queixumes e centre-se no que é importante, deixe de se enganar a si própria, se estivesse bem consigo não estaria constantemente a voltar ao assunto do sucesso dos blogs, é claro que ter um blog de sucesso é importante para si, aceite isso e aceite também que um blog de sucesso não se constrói em dois dias, requer tempo e dedicação, persistência, e se há pessoas que têm mais facilidade em consegui-lo é porque o seu carisma, personalidade ou forma de escrever são mais cativantes, não somos todos iguais e ninguém é excelentes em todas as matérias.

Aproveito também para lhe dizer que usar respostas dadas por pessoas a determinadas questões e usa-las para responder ou exemplificar situações completamente distintas, não é sinal de inteligência, demonstra antes dificuldade em discernir e distinguir conceitos e situações.

Não ambiciono que com este texto perceba tudo o que lhe explico, mas espero que sirva para que reflita sobre a sua atitude, tal como refere num dos seus posts, desceu na consideração de muitos bloggers, com o comportamento obsessivo e abusivo que tem demonstrado é mais do que normal que isso aconteça.

Fechar este blog e abrir outro, mudar o nome do blog e até de nome de utilizar não é a solução, pois toda a blogosfera já a conhece e o seu egocentrismo não lhe permitirá manter o anonimato por muito tempo, se quiser realmente ganhar um lugar de destaque, mude de atitude.

Este post é a última vez que lhe dirijo palavras e tempo, se quiser continuar centrada em si e achar que é a única pessoa certa no mundo, qual narcisista inveterado, o problema é acima de tudo seu.

 

Seja feliz e deixe a felicidade e o sucesso dos outros em paz.

atiçado às 17:30

2016, o ano que decidi ter um blog

By Minerva, em 27.12.16

2016 está quase a terminar e o meu novo projeto, este blog, está ainda longe de se concretizar, em Julho decidi criar este blog porque quis passar de expetadora a interveniente, mas se ler os blogs que sigo é tarefa difícil, manter um blog é ainda mais.

Admiro quem consegue publicar regularmente, não só pela inspiração, mas pela capacidade de encontrarem tempo nas suas agendas para publicar, pode parecer simples, mas mesmo que seja um desabafo de três linhas, é preciso abrir o editor, escrever e publicar e no meio de tantos compromissos diários, os cinco minutos que demoraria a publicar, fazem-me falta para outras situações.

Aproveitarei esta semana para escrever mais um pouco e partilhar com quem quer que esteja desse lado os meus pensamentos.

Espero que tenham tido um excelente Natal e que estejam preparados para abraçar 2017 com garra e vontade de vencer quaisquer que sejam os objetivos e/ou resoluções que se proponham.

Acima de tudo lembrem-se que a felicidade é conquistada um passo de cada vez, tudo o que é realmente bom e nos é caro não custa dinheiro, mas esforço e dedicação, por isso dediquem-se a ser felizes.

atiçado às 16:43

Não sou uma blogger catita

By Minerva, em 13.10.16

A Mafalda das maçãs, perdão a Maçã da Mafalda perguntou e eu como sou uma pessoa bem-educada, revolvi responder.

 

Publiquei há dias uma foto no meu Instagram que já conta 102 gostos e muitos comentários engraçados, a foto reflete a minha alma de blogger, como é compreensível não irei publicar aqui a foto por questões de privacidade, porque eu no meu Instagram pessoal gosto de mostrar aquilo que sou sem filtros. Sem filtros leia-se sem rodeios, pois é óbvio que uso os filtros do Instagram, como poderia mostrar de outra forma a auréola azulada-dourada que tenho à volta da minha linda cabecinha?

E que tipo de blogger sou eu? Pois que não sei, só sei que não sou uma blogger catita e que não tenho qualquer futuro em ser a próxima Pipoca Mais Doce, mesmo que nunca tenha tido pretensões a tal, mas isso agora não interessa nada.

E porque é que não sou uma blogger catita?

Antes de mais vamos definir a palavra catita:
Elegante; que se veste muito bem; que se destaca pelo modo gracioso de agir. Atraente.

Agora que já leram o que significa no dicionário esqueçam o que leram, pois ser uma blogger catita é ter um escritório de princesa, mesmo que não gostem nada dessas decorações pindéricas, e o que é ter um escritório de princesa? É ter numa secretária tudo o que o uma blogger sonha ter:

Um MacBook, um iPad, um iPhone, uma máquina fotográfica Instax Mini 8 e uma agenda do Mr. Wonderful e claro um blog… (dá sempre jeito ter um blog para ser blogger) e não esquecer muita paciência, imaginação e criatividade para a escrita.

Assim por esta ordem, o que interessa é ter estes objetos todos e depois é preciso muita paciência para que a imaginação chegue e traga com ela a criatividade para escrever, os textos não caem do céu e ser blogger não é fácil.

Diz também que é preciso fazer um esforço para sonhar, mais um ponto que não cumpro, porque eu não me esforço nada para sonhar, eu até luto contra alguns sonhos por saber que são impossíveis, não é possível, ainda (lá estou eu a sonhar), estar em dois locais ao mesmo tempo e isso arruína a maioria dos meus sonhos, mas deixemos isso para outra altura.

É preciso lutar muito para transformar os nossos sonhos em objetos que usamos com muito carinho e claro escrever muito e, acima de tudo, quase que me esquecia, é preciso ser feliz.

Mas deixemo-nos de lamechices, eu tenho muitos objetos de sonho em casa, fruto do meu trabalho do dia-a-dia e outros fruto do amor que as pessoas mais próximas nutrem comigo, por exemplo, o meu gato tem uma coleira de princesa fruto do amor que eu o meu namorado nutrimos em conjunto por ele. Já eu tenho imensas peças de roupa fruto do amor que nutro comigo própria. É tão bom nutrir amor connosco próprios.

Eu sempre soube que há bloggers que estão num nível acima do meu, mas pensava que estava ali no patamar do meio, afinal estava enganada, é que estou mesmo no nível inferior, no rés-do-chão, só não estou na cave porque por algum demónio achei que precisava de uma agenda do Mr. Wonderful.

Eu sei que podia ter mais, muito mais, é por isso que me esforço por acordar todos os dias e ir trabalhar, porque por mim dormia até tarde todos os dias, mas continuo a fazer um esforço para alcançar mais uma meta dia após dia, hoje, por exemplo, fiz um esforço enorme para escrever este texto, com menos 6 tubos de sangue e falta de horas de sono fazem com o que meu cérebro não oxigene muito bem e é difícil ter estas ideias fantásticas, especialmente depois de tanto tempo afastada da blogosfera.

Convencida? Vá um pouco… mas é sempre bom gabar-nos de tudo o que conquistamos dia após dia. E não é só colecionar maçãs … também é preciso muita criatividade e ser aquilo que somos.

Afinal todos nós sonhamos ser as melhores bloggers do bairro, mesmo os bloggers masculinos e mesmo aqueles que estão alojados noutras plataformas.

Não vale mentir, mesmo que cruzem os dedos!

Mas vá! (não vá nada continue a ler).

Pergunto aos bloggers que por aqui passam, na vossa imparcial opinião, o que é preciso para ser uma blogger catita?

Eu já sei que não sou e vocês? Serão?

Não vale a pena dizerem que se vestem bem, que são graciosas e atraentes e muito menos jurarem que escrevem bem, que acertam nas conjugações dos verbos e dos pronomes.

Ou copram maçãs ou nunca serão bloggers catitas.

atiçado às 15:49

Voltei e para ficar

By Minerva, em 13.10.16

Quando escrevi o primeiro post deste blog sabia que iria ser muito difícil alimenta-lo, não que me faltem ideias, temas ou disposição, mas falta-me o tempo e nem toda a dedicação do mundo faz com que os textos se escrevam sozinhos.

Agora que a época mais crítica já passou, que o Verão já terminou e o Outono convida a serões calmos, terei mais tempo para me dedicar a este cantinho.

A verdade é que tenho a grande vantagem de tirar férias prolongadas quando pretendo, sorte a minha que não preciso de contar tostões e me posso dar ao luxo de algumas regalias consideradas supérfluas para muitos. Claro que não é só retirar da conta e depois chorar, é preciso trabalhar bastante primeiro para usufruir depois, também aqui sou uma sortuda. Trabalho muito, mas usufruo ainda mais.

Nas férias fui acompanhando alguns blogs, mas não senti vontade de escrever, talvez porque nas férias não tenha vaidades para queimar, está sempre tudo bem quando se está de férias e até a paciência aumenta.

Verdade também, que a blogosfera não precisou de mim nestes últimos meses, no Verão as alminhas loucas desaparecem e deram lugar a fabulosas publicações de Verão. Como não sinto inveja porque nesse campo das viagens estou à vontade, também não senti grande inspiração para voltar. Preferi aproveitar o sol, o mar e os cocktails tardios.

No entanto sinto que as férias não fizeram bem as muitas alminhas, e tenho umas quantas publicações para dissecar, intuições à parte, há maçãs a pulularem por esta blogosfera de forma bastante singular e nada singela.

Eu sou uma pessoa afortunada, no verdadeiro sentido, como já devem ter percebido sou proveniente de uma família com posses, poderia dar-me ao luxo de não trabalhar, mas como acredito que a falta de trabalho cria minhocas e parvoíces no cérebro, preferi escolher uma profissão que me engrandecesse e que me proporcionasse realização pessoal, o ócio nunca fez nada de bom por ninguém.

Os meus pais sempre me ensinaram que o dinheiro não compra as coisas mais importantes e que uma vida baseada em futilidades e bens materiais é uma vida vazia e desprovida de sentido. Aprendi desde criança que ter dinheiro é simultaneamente uma bênção e uma responsabilidade, se me permitiu ter uma vida maravilhosa em tantos aspetos também me obrigaria a ser responsável por usa-lo sabiamente e com descrição, pois não há nada mais mesquinho do que julgar-nos pelo saldo da conta bancária.

A ostentação e a humilhação andam quase sempre de mãos dadas e infligir humilhação a alguém gratuitamente é um ato cruel e vil, especialmente quando é baseada em algo tão efémero e desprovido de valor como o dinheiro.

A superioridade nunca poderá vir do dinheiro, porque esse hoje é meu amanhã é do vizinho.

Fiquei por isso surpreendida em ler alguns textos nesta vizinhança, é que até eu, que me posso gabar e dar ao luxo de diversas futilidades não me posso considerar... Catita! E isso, confesso, chocou-me e eu raramente me choco.

A primeira fogueira segue dentro de momentos.

atiçado às 15:37

Portugal de Ouro

By Minerva, em 18.07.16

Mais uma vez Portugal a dar cartas no desporto.

Fiquei entusiasmada e fascinada com a vitória da seleção nacional de hóquei em patins. Contrariamente ao futebol, em que não sou fã acérrima nem praticante, no hóquei o cenário muda de figura. Sendo eu uma patinadora eximia, adoro assistir a este belo espetáculo e apesar de uma primeira parte mais conturbada conseguimos dar a volta ao marcador e conquistar mais uma vitória. Um fim de semana adornado a ouro para Portugal coroado com inúmeros festejos.

Peço desculpa desde já pela minha ausência. A Sunset Party a que fui na passada segunda-feira, serviu para estabelecer contactos muito importantes e parcerias que nunca imaginaria possíveis, foi uma semana turbulenta, numa correria constante, mas penso que tenho surpresas para todos brevemente.

Até lá, sinta-se bem, sintam-se quentinhos!

atiçado às 11:41

A vitória de Portugal

By Minerva, em 11.07.16

Gosto de França enquanto país, lindíssima e repleta de história, gosto do requinte dos franceses e da sofisticação das francesas, uma verdadeira inspiração, mas não gostei nada da sua atitude para com a seleção portuguesa.

Fiquei imensamente feliz com a vitória da seleção nacional ontem, o culminar de um fim-de-semana memorável, como disse não sou especial adepta de futebol, mas sou patriota e saboreei a supremacia da humilde e unida equipa portuguesa sobre a altiva e arrogante equipa francesa.

Tenho um fascínio por Paris, uma cidade lindíssima que me traz recordações incontáveis e maravilhosas, a cidade conta agora mais uma, como local onde a seleção portuguesa triunfou.

Queridos franceses quem ri por último ri melhor, muito melhor.

E embora os meus olhos semicerrados e a ligeira dor por todo o corpo me façam pensar que talvez deva ter abusado nos festejos, o sorriso nos lábios e o orgulho no peito fazem-me pensar que devo continuar a festejar e só por isso hoje há sunset party, afinal é verão e não é todos os dias que Portugal é campeão europeu.

atiçado às 17:36

Sextas-feiras doces e amargas

By Minerva, em 08.07.16

ilustração 3.jpg

As sextas para mim são tão doces como amargas, porquê?

Porque a sexta é o dia mais atarefado da semana, a nível de trabalho envolve fazer pontos de situação e um plano para a semana seguinte, escolhi este método para ter umas segundas mais calmas, mas obriga-me a uma ginástica enorme já que tenho de fazer o balanço e o planeamento durante a parte da manhã de sexta sem descurar as restantes tarefas.

Reservo sempre as tardes de sexta para eventualidades que podem ser de trabalho ou de lazer, em cada três tardes de sexta acontece uma de duas situações: um evento empresarial ou um convite inesperado.

Hoje pensei que seria o dia em que não aconteceria nenhuma das duas, enganei-me, no espaço de dez minutos, tenho um cocktail ao fim da tarde e um convite para um fim-de-semana fora, o problema?

Não posso recusar nenhuma das solicitações, uma porque uma é importante para os negócios, outra porque seria um sacrilégio, mas o tempo é apertado.

Estes meus amigos não entendem que estes convites em cima da hora dão cabo dos nervos a qualquer mulher.

Felizmente sou uma mulher prevenida e por isso o que poderia ser uma grande dor de cabeça é apenas um stress mínimo, no escritório guardo sempre três vestidos de cocktail para eventualidades e em casa nos meses de Verão uma mala com o essencial para três dia de praia e no Inverno uma mala com o essencial para três dias de neve.

Assunto resolvido, saio do escritório direta para o cocktail, uma hora de charme, falo com as pessoas mais importantes e sigo a toda a velocidade para o rendez-vous do fim-de-semana, a minha amiga Di já está encarregue de levantar a minha mala.

 

Como diz a minha sábia avó o sucesso da mulher não reside apenas na organização, mas na antecipação de necessidades.

 

Um conselho de família que partilho hoje com vocês.

atiçado às 12:25

A vizinhança

By Minerva, em 07.07.16

A minha vizinhança é espetacular, são pessoas muito educadas e cordiais, prestáveis e simpáticas, cereja no topo do bolo não reclamam das festas que dou no terraço, ainda ontem foi toda uma animação com a vitória da equipa das quinas, não sou uma fã acérrima de futebol, mas seleção portuguesa é seleção portuguesa e por isso é nossa obrigação apoia-la.

Além disso é uma belíssima desculpa para juntar amigos e família ao redor de uma mesa com o por de sol como cenário.

A minha vizinhança aqui do Sapo também me pareceu espetacular, mas andava eu a ver os últimos posts quando me deparo com um que me intrigou.

http://intuicao.blogs.sapo.pt/quando-eu-me-lembro-que-tenho-cabeca-31166

Não é que a blogger criou uma rúbrica com o nome do meu blog, Fogueira das Vaidades é o nome de um livro, não é uma patente minha, mas podia ter-se ficado apenas com o Triângulos de Fogo.

Ao menos escolheu uma fogueira bonita, gosto muito de fogueiras e a dela fez-me lembrar a lareira da casa da serra, sensação mágica quando a neve cobre tudo de branco e o lume arde e encandeia tudo de um amarelo sedoso e quente.

Não é todos os dias que se descobre que se tem cabeça, parabéns por isso, também não é recorrente ser-se tomada por uma luz branca, cintilante e pura especialmente de noite, pessoalmente prefiro luz amarela no quarto é mais quente se é que me entendem, mas essa luz fazer luz bem, isso é original.

Por momentos temi que fosse anunciar ter sido visitada pela Sininho.

Mas o que é que realmente me intrigou foi a Seita, mas existe uma Seita no Sapo?

Existe uma Seita e ninguém me avisa?

Gostei muito da frase final

«Peço desculpa por os links não dirigirem directamente ao local mas eu não "provoco" mais "reacções" a este género de pessoa.»

Mas se não queria reações para que escreveu?

Enfim, alguém se importa de me explicar que seita é esta, quem faz parte dela e porque é que a blogger está tão chateada com isso.

Esqueceram-se de lhe enviar convite ou não chegou a ser convidada?

atiçado às 14:16

Obrigada Sapo

By Minerva, em 07.07.16

Foi muito bom ser reconhecida por esta grandiosa comunidade que se mobilizou para me agraciar com boas vindas. Conquistei um honroso 8º lugar nos posts mais comentados do dia. Para uma estreia não poderia desejar melhor.
 
Conto, como muitos de vocês disseram: “Incendiar o pedaço”, “ ver a fogueira sempre bem atiçada. Que nunca falte lenha, combustível, papel ou qualquer outra coisa que decidas queimar”.
Mas o que eu gostava mesmo é que este blog assuma um papel crucial “Espero e desejo que não seja somente mais um. Mas o blogue... o tal!”
Não gosto de desiludir as pessoas, e, por isso, deste blog podem esperar grandes fogueiras, chamas crepitantes e muito esbrasear.
A lenha já está empilhada e as acendalhas posicionadas, nova fogueira em breve.
Até lá sintam-se bem, sintam-se quentinhos.

atiçado às 10:06


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